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Autor: Rádio Gaúcha
02/08/2013 às 10:11

"Governo sataniza os médicos", diz José Serra. 02/08/2013

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O ex-ministro da saúde, José Serra, disse hoje que o governo federal não toma as medidas necessárias para promover o desenvolvimento do Brasil. Em vez disso, segundo ele, investe em publicidade e faz grandes anúncios que não representam mudanças na vida dos cidadãos. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, Serra disse que o governo desperdiça dinheiro e que diminuiu os recursos para a saúde nos últimos dez anos. Para o ex-ministro, não faltam médicos no Brasil e, se eles tiverem um bom salário e estrutura de trabalho, vão preencher as vagas em aberto hoje no país. Serra criticou o programa Mais Médicos que, na avaliação dele, limitou o debate sobre a qualidade da saúde à falta de médicos.

"Nenhum médico trabalha sozinho, precisa ter laboratório, ambulatório, equipe... Então pegaram uma falsa questão, a meu ver é um tiro no pé. O governo é de uma inabilidade total e sataniza os médicos. A saúde precisa de mais recursos, de mais dinheiro".

José Serra defendeu também a inovação e uma melhor gestão dos recursos para melhorar a saúde no país. Para ele, os cargos dos órgãos de saúde não podem ser ocupados por aliados políticos. Segundo o ex-governador de São Paulo, essa prática não é utilizada na administração paulista.

"Não tem ninguém nomeado na saúde que seja de partido político, afilhado, camarada. Com saúde não se pode brincar em serviço. E se algum tucano fizer, a gente tem que criticar". 

Disputa eleitoral

Quando questionado a respeito da sua possível candidatura à presidência da República em 2014, José Serra disse que a antecipação eleitoral faz mal ao Brasil. O ex-ministro afirmou que prefere debater os problemas e buscar soluções para o país.

Cartel no metrô de São Paulo

O ex-governador de São Paulo negou que o governo de São Paulo sabia e deu aval à formação de um cartel para licitação de obras do metrô. O cartel teria sido formado em 2000, no governo de Mário Covas (PSDB). O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) apontou que o esquema se estendeu ao governo de Geraldo Alckmin (2001-2006) e também ao primeiro ano do governo de José Serra (2007).

"Tudo o que eu quero é saber quais eram os entendimentos desses cartéis e que eles devolvam o dinheiro, em nenhum governo foi dada qualquer autorização para que as empresas se entendessem sobre preços".

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