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Autor: Rádio Gaúcha
20/08/2013 às 09:58

Alta do dólar é apontada como benéfica para a a maior parte da indústria e do agronegócio. 20/08/2013

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O dólar quebrou novo recorde e encerrou a segunda-feira vendido a R$ 2,41, o maior nível dos últimos quatro anos. O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Heitor José Müller diz que a alta do dólar traz mais resultados positivos do que negativos para as empresas gaúchas. "A indústria gaúcha é beneficiada, porque o grau de abertura de empresas ao mercado internacional é maior no Rio Grande do Sul do que a média nacional. Nós, em média, exportamos 16% das receitas, quando a média nacional é de 13%. Então para nós essa alta é boa", acredita. O presidente da Fiergs acrescenta que com o dólar na faixa de R$ 2,40 algumas indústrias terão espaço para recompor as vendas, depois de vários anos sofrendo com a concorrência de importados."No ano passado, a indústria teve diminuição da atividade no Rio Grande do Sul e o comércio  cresceu 9%", exemplifica. Müller aponta, no entanto, que empresas importadoras vão ser prejudicadas, principalmente dos setores automotivo, que precisam importar peças. "Como o câmbio subiu, vai encarecer o produto final e trazer consequências para a inflação". E justamente para conter a inflação que o presidente da Fiergs acredita que o governo terá de intervir para que dólar não ultrapasse a barreira dos R$ 2,40. "Nós não entendemos que o dólar vai subir mais ainda, porque haverá uma pressão do Banco Central para que se evite o aumento da inflação", explica Müller.

O impacto no agronegócio

O presidente da Brasoja Agrocorretora e analista de mercado, Antônio Sartori, disse que o aumento do dólar tem reflexo direto no agronegócio. Conforme Sartori, a safra de soja desse ano passou de 13 milhões de toneladas, sendo que a estimativa é que 30% dela não foi comercializ ainda e a alta do dólar beneficia o produtor que vai vender agora. Segundo Sartori, mesmo aqueles que terão de comprar insumos mais caros a partir vão pode lucrar. "O produtor que for competente e competitivo e tiver uma produtividade ao redor de 60 sacas por hectare terá receita de R$ 3,6 mil e não gasta a metade com custo direto na produção". Sartori diz que é difícil prever o que vai ocorrer com o dólar, mas que o Brasil é um mero expectador do que está acontecendo ao redor do mundo. O presidente da Brasoja fala também em uma agroinflação, uma alta dos alimentos ao redor do mundo, que pode afetar a inflação no Brasil.

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