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Autor: Rádio Gaúcha
16/07/2013 às 09:58

"A democracia está sangrando em Porto Alegre", diz presidente da Câmara Municipal, emocionado após ocupação. 16/07/2013 - 9h

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O presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre se emocionou hoje em entrevista ao Gaúcha Atualidade ao falar da ocupação da Casa. Para Thiago Duarte, a democracia "está sangrando na capital gaúcha".

- Na Câmara, o direito de ir e vir está sendo restrito; não há liberdade de imprensa, tivemos violência contra servidores, violência contra mim, o presidente da Casa. A porta da TV Câmara e da Procuradoria, tentaram entrar, é um movimento violento sim. A Câmara tem que ser independente, mas será que a sociedade de Porto Alegre não está vendo isso? A Câmara não pode ser refém de um grupo. A democracia está sangrando em Porto Alegre.

O presidente da Câmara, Thiago Duarte, alega que buscou o diálogo com os manifestantes do Bloco de Lutas do Transporte 100% Público, mas garante que o movimento não é pacífico e tem motivação político-partidária.

- Não quero entrar no mérito das reivindicações, quero entrar na forma com que foi feito, que foi violenta, autoritária, violou direitos humanos e o Estado Democrático de Direito, não permitiu a entrada da imprensa.

Já os representantes do Bloco de Lutas do Transporte 100% Público, que promove a ocupação da Câmara de Vereadores, garantem que deixariam o local às 9h de segunda-feira. De acordo com a coordenadora da Resistência Popular, Lorena Castillo, o grupo decidiu permanecer pelo que considerou uma postura de ruptura do presidente.

- No sábado, o presidente se levantou da mesa de negociação pois queria que desocupássemos no domingo. Foi por uma diferença de dez horas. No domingo os vereadores foram pra uma churrascaria definir que não trabalhariam na segunda, nem na terça-feira.

O coordenador do DCE da UFRGS, Matheus Gomes, garante que o movimento é pacífico e que nenhum vereador é impedido de entrar na Câmara.

- Diversos vereadores estão frequentando a Casa, inclusive da base aliada do governo. Não temos problema nenhum com a presença deles, aliás fazemos questão que eles estejam lá para votar os nossos projetos. Estamos tendo uma relação ótima com funcionários. A Guarda Municipal, que tinha ordem do Executivo e do Legislativo para fazer a segurança, se retirou porque viu que não havia necessidade de permanecer lá.

Durante a ocupação, que começou na última quarta-feira (10), o Bloco de Lutas produziu dois projetos de lei que contemplam as reivindicações do grupo. 

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